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Eu penso como o PM? Mau!

À uns tempos atrás, coloquei umas palavras aqui, sobre soluções para enfrentar a crise. Deveriam ser tão boas que praticamente ninguém as comentou. Acho que eu próprio não acreditava nelas. Afinal o que é que eu percebo disto?

Qual é o meu espanto quando leio que uma das medidas que o PM apresentou no debate quinzenal, baseia-se exactamente no mesmo ponto a combater, ou seja, baixar a prestação do crédito à habitação às famílias para que estas respirem melhor. (se bem que só para quando há desempregados na família) Ora o resultado é o mesmo, a forma é que é diferente.

Agora, isto deixa-me confuso. Como é que uma mente brilhante como a minha está praticamente no desemprego e arrisca-se a entrar em banca rota em breve?

E isto de pensar como o Ministro (ou vice-versa) será que é bom? Isto faz de mim o quê? Até tenho receio de descobrir.

Soluções para a crise… ou não!

Aviso já que o que vou dizer tem tanto de estúpido como de inocente, ou não.

À dias vi nas noticias que na China (ou seria Japão) o governo, resolveu dar vales de compras na tentativa de dar um coice na crise. No fundo, por as pessoas a consumir. Como o dinheiro não sobra as pessoas, elas ficam sem poder de compra, e se os produtos não se esgotam logo, a crise.

Já a algum tempo atrás, ouvi também nos órgãos de informação, que os bancos (ou seria apenas um) iria implementar uma forma das pessoas passarem a pagar menos nos seus créditos a habitação, ficando estes, com os seus imóveis por um período de 10 anos.

Período esse em que as pessoas pagariam aos bancos um aluguer (mais barato que um credito) tendo a opção de compra, no final dos 10 anos.

Ora, esta ideia parece ser interessante.
Qual é o maior problema das pessoas? Exatamente Pagar o credito a habitaçao, que naturalmente, é sempre a maior parcela da sua despesa mensal.

Então e se em vez de serem os bancos a ficarem com a casa, não é o Estado? É que o dinheiro que passa a sobrar as pessoas, será gasto pelas mesmas, e assim o estado continua a lucrar com os impostos provenientes desses mesmos gastos. Para além do dinheiro proveniente do aluguer, que será muito mais do que se o Estado fizesse uma aplicação bancária do mesmo dinheiro.

Vou tentar dar um exemplo prático.

Imaginem que alguém que fez um credito de 100 mil euros e esta a pagar €500 mensalmente. O Estado compra a casa (ou seja investe) pelo valor que ainda falta pagar ao banco. A pessoa passa a pagar de aluguer ao Estado, metade do que pagava com o crédito, 250€.

Se o Estado aplicasse os 100 mil euros, seja no que fosse, nunca teria um rendimento de 250€ mensais. E terá sempre no seu património a habitaçao. Que poderia ser então adquirida anos mais tarde pelo proprietário original a um preço simbólico.

Lembrem-se sempre que a ideia é abanar com a árvore a ver se esta volta a dar frutos. Ou seja, ganhando as pessoas o mesmo, o dinheiro passasse a “sobrar” e assim poder ser gasto para “fazer andar a roda”.

Trabalhar mais não adianta porque, trabalhar mais não significa ganhar mais. E mesmo que se trabalhe mais, quem consome a produção desse trabalho?

Eu sei que me está aqui a escapar qualquer coisa mas, o que?
É para isso que servem os comentários, e eles estão mesmo aqui, é só clicar.

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Franklin Ferreira

Sonoplasta/Voice-Over/Técnico de Som Freelancer ALUGUER DE SOM e LUZ para espectáculos Franklin Ferreira a.k.a FrankFerrer™ é actualmente técnico de som FOH freelancer.