O Jornalismo em 2010
- Dezembro 31st, 2009
- Posted in FranklinFerreira.com
- By Frank
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Trabalho em rádio local à mais de 20 anos, desde os tempos da “pirataria”. A informação sempre foi o ponto fraco das rádios locais. Não gera rendimento directa ou indirectamente e pelo contrário, só dá despesa. Com a Internet é muito fácil e relativamente rápido ficar a saber quase tudo que se passa. Acho que a inovação nesta área passa por agarrar um nicho e explora-lo ao máximo. A concorrência é demasiada. Para a combater é preciso reduzir o raio de acção. É preciso andar na rua, perto das pessoas e relatar o que se passa da forma mais rápida possível. O veiculo de transmissão dessa informação pode muito bem ser o Twitter. Mas o Twitter não chega a todo o lado. É preciso usar outras formas de comunicar em várias plataformas ao mesmo tempo. Contudo terá que se restringir a uma área pequena que possa cobrir sem dificuldade e grandes custos. A publicidade estática no Twitter, blog ou site relacionado será em principio a forma de rendimento. Se nesses canais estiverem incluídos rádios, seja FM ou online tanto melhor. Pegar numa informação e distribui-la por várias plataformas o mais rápido possível para assim alcançar o maior numero de destinatários parece ser o caminho. Não esquecer nunca, fazer sempre com isenção, rigor, seriedade e o maior profissionalismo possível. Ah, esqueça o papel, lembre-se da Internet e principalmente dos telemóveis. Toda a gente tem um.

Vejo dois caminhos que o Jornalismo poderia se focar em seu processo evolutivo: a) Nessa linha que tu trataste, um é o jornalismo quente, aquele com notícias rápidas, na busca do furo noticioso. E o uso de mídias portáteis é essencial para isso, sendo possivelmente o celular (telemóvel) o grande canal de distribuição; b) o outro é o espaço de reflexão. Um jornal (ou mídia) pode ser um espaço de debates, com visões mais aprofundadas e divergentes sobre uma mesma temática. Ampliar a capacidade de debate da sociedade é importante e tem consistência.