Archive for Junho, 2009

Aroucassom @ Cesar, OAZ

Bandacool @ Stº Aleixo Burgo, Portugal

Hoje, apeteceu-me fazer um Mega Mix.

Era algo que já andava para fazer à uns tempos mas não tinha encontrado a disponibilidade necessária. E afinal só precisei de umas horas. Como não ando muito por dentro da ‘cena musical do momento’ resolvi basear-me no top de música de dança da MTV.PT.

Foi fácil encontrar todos as músicas, imagine-se, no Youtube. Facilmente se faz um download do ficheiro de vídeo flv/mp4. Depois foi só arranjar um extractor do áudio do ficheiro de vídeo para mp3 e voilà, em menos de 1 hora tinha o top 20 das melhores música de dança do momento no meu computador. Estavam TODAS no Youtube.

Em pouco mais de 3 horas fiz o MegaMix, algumas das músicas estava a ouvi-las pela primeira vez. Depois da coisa «pronta» (estas coisas nunca estão) decidi voltar a fazer o upload para o Youtube onde assim poderia partilhar as minhas habilidades de DJ que há muito não punha em prática. A coisa estava a correr bem até me aparecer a seguinte mensagem no Youtube já depois do upload feito:

“Este vídeo não está mais disponível devido à reivindicação de direitos autorais lgl_sppf. ”

Ao que parece o Youtube leva esta coisa dos direitos de autor muito a sério. Tão a sério que me proíbe de publicar as músicas, remisturadas, que foram encontras no próprio Youtube, um sitio que está cheio destas coisas e piores. O Youtube, que deve ser o maior caixote de lixo digital do mundo, vir com questões autorais é que eu não estava à espera.

Eu entendo as questões dos direitos de autor, o que eu não entendo é como é que um tipo que faz umas habilidades depois as mostra aos amigos sem incorrer em nenhuma infracção legal.

A solução, pelo menos temporária, foi tentar a sorte noutro serviço do género, grátis, que não fosse tão restritivo. O Vimeo, parece ser a solução por enquanto. Por isso já sabem, o MegaMix está aqui*, mas se o ouvirem eu posso vir a ser incomodado por isso. O que eu faço aqui em casa não é proibido. O que parece ser proibido é mostrar aquilo que se faz aos outros. Portanto só vos posso dar um conselho, não oiçam isto (muitas vezes).

* Infelizmente a qualidade do áudio não é exactamente a que estava à espera depois da conversão do Vimeo. Felizmente a versão original tem uma qualidade superior.

Eu que nunca votei na vida, defendo o voto obrigatório.

É triste ouvir partidos cantar vitória quando afinal, apenas um décimo da população os escolheu. Então e os restantes, não querem saber deles? Ou só contam para o campeonato quando pagam impostos?

Votar não é só um dever, como é também, uma obrigação perante todos os nossos compatriotas. Logo, só uma participação de TODOS terá lógica e fará justiça aos resultados.

Por «voto obrigatório» entenda-se, obrigação de participar nas eleições. A escolha de cada um será SEMPRE livre. E nem tem de votar nos candidatos apresentados. Por isso acho ridiculo o argumento da liberdade para não votar.

Se se aceita a democracia, então deveremos participar nela. Se isso não acontece com todos, então tem de se tomar medidas que garantam a participação de todos. Dai a obrigatoriedade como solução de recurso. Há muitas outras coisas obrigatórias com as quais eu não concordo mas tenho de as cumprir. Uma vez que foi, supostamente, decidido por uma «maioria».

Mas qual maioria? A que foi votar ou a que sofre na pele as decisões dessa tal «maioria»?

Ridículo é também ignorar o voto e a vontade de quem não vota, partindo do principio que quem vota é mais esclarecido. Salvo as devidas excepções garanto-vos que não é. Estando para a mais a falar de um país como Portugal onde o analfabetismo ainda é enorme. A titulo de exemplo, alguém me disse no dia das eleições Europeias que votou “naquele da mão fechada porque pensava que era para tirar o Sócrates de lá”.

Se de facto houvesse honestidade e competência por parte dos políticos, não teríamos problemas com a participação das pessoas nas eleições. Se a abstenção tem os números que tem, isso deve-se apenas ao reflexo do desempenho dos políticos perante a sociedade que representam.

Mas a eles, os políticos, não lhes interessa mudar as coisas. Até porque, eles, serão os prejudicados com essas alterações. Por isso, é preferível que continuem a ser as pessoas.

O único argumento que faz sentido para o voto não obrigatório, é que se houver m3rd@ depois se possa dizer, “a culpa não é minha, eu não tive nada a ver com isso”. Eu que nunca votei na vida, defendo o voto obrigatório por uma simples razão, ou estamos todos juntos nisto ou não vale a pena perder tempo.

O voto é sempre livre, mesmo se for obrigatório votar.

Bandacool @ Provisende, Rossas, Arouca

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Franklin Ferreira

Sonoplasta/Voice-Over/Técnico de Som Freelancer ALUGUER DE SOM e LUZ para espectáculos Franklin Ferreira a.k.a FrankFerrer™ é actualmente técnico de som FOH freelancer.